O Estado ficou-me com as sementes e agora nem sabem onde as puseram

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Na manifestação de 2 de Março a ATTAC Portugal distribuiu a nova edição da brochura “A Crise Portuguesa em 10 Minutos”.

Com ilustrações de Alejandro Levacov e Julia Barata, a publicação procura explicar que a origem da crise económica portuguesa, avaliar as políticas de austeridade e avançar com algumas alternativas.

Agora o documento pode ser descarregado, lido e impresso aqui

Que se lixem as políticas de direita!

Dia 2 de Março haverá uma concentração junto ao Ministério da Educação, pelo Ensino Público, gratuito e de qualidade. É às 15 horas.

Depois segue para o Marquês, para se juntar à manifestação do “que se lixe a troika”.

O investimento público na educação tem impactos demasiado “estendidos no tempo” para os governantes, investidores, comentadores e elites no geral, que só se preocupam com o curto prazo do défice ao final do ano, das bolsas ao final do dia. Mas é óbvio: mais investimento tivesse havido nesta área e a situação económica e social não seria tão grave como a que é.

Mais informações aqui.

Coimbra é uma lição…

Normalmente não faria um post a comentar um artigo de opinião de Ângelo Alves no Avante, mesmo que este membro da Comissão Política do Comité Central (que devia saber que “só a verdade é revolucionária”), minta descaradamente.

De facto, no jantar de homenagem a Carlos Brito, a esmagadora maioria dos presentes, como seria normal, eram comunistas, grande parte deles, com provas dadas na heróica luta contra o fascismo, a começar pelo próprio Carlos Brito e passando, por exemplo, por Borges Coelho, que chegou a estar preso em Peniche com Cunhal e que discursou antes de Carlos Brito.

Se era um jantar essencialmente de Comunistas a homenagear o Comunista Carlos Brito, Ângelo Alves, mesmo não tendo estado lá, desconfiaria (porque parvo não é) que o jantar não ficou marcado, como escreveu, por ataques ao PCP e pela ausência de críticas à política de direita.

É claro que todo o jantar, as entrevistas do Brito, as intervenções públicas e conversas privadas, foram essencialmente em torno das críticas ao Governo e sob a forma de como derrota-lo.

E o mais parecido que houve com uma crítica ao PCP (quer dizer, à sua Direcção), veio de Jorge Sampaio, que começou por dizer na sua intervenção que lamentava a ausência de um representante do PCP na homenagem.

Mas dizia eu que não pensava comentar o escabroso artigo… mas, nem de propósito:

Parece que Joel Vasconcelos, o ex-guardião do templo marxista-leninista, que caluniou alguns dos que escrevem neste blog, acusando-os, entre outros “desvios”, de estarem em transição para o PS, sucessor do Ângelo à frente da Organização do Ensino Superior da JCP e defendido por este até ao fim, precisamente depois das calúnias e acusações, como quem premeia e dá razão ao malandreco, Joel Vasconcelos, terá saído do PS, onde militava há alguns anos para ingressar no CDS.

Se Ângelo Alves encarasse com mais abertura e espírito Leninista as críticas e observações políticas que lhe fizeram e que lhe fazem e tivesse sido um nadinha vigilante com a despolitização daqueles que se limitam a repetir slogans e que nunca questionam, porque se apercebem que esse é o caminho mais certo para a promoção no Partido, talvez não escrevesse hoje os artigos que escreve, nem teria no currículo o ter ficado do lado do Joel contra tantos camaradas que ainda hoje, como ontem, no PCP ou fora dele, continuam na luta pela emancipação dos trabalhadores.

2012 foi uma merda e 2013 não será melhor

Ao contrário de muitos camaradas faço um balanço muito negativo do ano 2012 e – pior – temo que as coisas ainda vão piorar.

Não falo do acumular de derrotas concretas que a classe trabalhadora tem vindo a coleccionar desde o início do ano (direitos, rendimentos e até liberdades), porque nisso, com eventuais nuances, as análises que fazemos são coincidentes. Falo de uma sobrevalorização política da luta que se tem travado nas ruas, ao mesmo tempo que se subavaliam as consequências dos tais recuos e derrotas concretas na luta e no Movimento.

The end is near

O argumento é intuitivo: Quem tem medo de ser despedido (mesmo estando no quadro), protestará se lhe dizem à ultima da hora que não pode gozar o dia de férias na ponte de dia 31? Quem conta os tostões para chegar ao fim do mês, contribui para a impressão colectiva de um cartaz ou mesmo para o transporte de ida e volta ao local da reunião? Quem trabalha 10 horas por dia terá energia para uma actividade política intensa?

Por outro lado, as milhares de pessoas na rua estarão todas a lutar pelo mesmo?

Party Program refere a heróica expulsão dos fascistas da manifestação de 21 de Janeiro, mas o simples facto de terem saído da toca não é por si só inquietante? Para além disso muita da contestação e oposição ao Governo tem linhas de força claramente conservadoras (muitas vezes incentivadas pela própria esquerda, o que é ainda mais dramático): Contra o “roubo” que são os imposto ou as contribuições para a Segurança Social; o patriotismo; o voltar a crescer, voltar a ter crédito, voltar a ter emprego nas relações de produção de sempre e – “como estamos em crise” – com condições piores do que há 20 anos.

Imagem tirada de um site apoiante do Tea Party
Imagem tirada de um site apoiante do Tea Party

É evidente que o que se está a passar no nosso país, enche de revolta toda a gente e nunca houve tantas manifestações como agora. Mas isso reflecte-se na perda de força da reacção? A luta dos estivadores é extraordinária, mas convém não esquecer que foi precisamente em Portugal que o Capital decidiu desferir um golpe decisivo na classe antes de procurar avançar noutros países. Cá existem condições melhores para florescer a reacção. Cá, Pires de Lima é um génio da economia e do empreendedorismo e é atentamente ouvido quando diz que a greve dos estivadores já fez perder 20 milhões de euros em exportações de “cerveja nacional”.

Infelizmente, creio que a revolta, o descontentamento e a raiva que está aí às carradas, mais do que impulsionarem mundos melhores e modos de vida alternativos, têm mais facilmente gerado angustias, agressividade na estrada, impotência sexual e gastos em anti-depressivos.

Ainda pior: A acontecer alguma ruptura nos próximos anos, será provavelmente daquelas que nos vão pôr ainda com mais medo de ir parar à prisão ou ao exílio.

Aliás, é paradigmático que há uns dias tenha feito sucesso no facebook (mesmo entre malta de esquerda, repito) um artigo sobre como a Hungria fazia, ao contrário de Portugal, frente ao FMI.

O do meio foi eleito deputado no parlamento Grego, pelo partido Neo-Nazi, numas eleições que deixaram demasiadas pessoas satisfeitas....
O do meio foi eleito deputado no parlamento Grego, pelo partido Neo-Nazi, numas eleições que deixaram demasiadas pessoas satisfeitas….

 

 

Detenção Ilegal – Greve Geral de 14 de Novembro

Chegou-me isto por mail, reencaminhado por alguém que recebeu isto, com pedido de divulgação:

Durante a minha participação pacífica na manifestação da Greve Geral frente à Assembleia da República a polícia dispersou os manifestantes com foguetes, bastões e balas de borracha. Eu, como milhares de pessoas, corremos pelas ruas do Largo de São Bento para evitar bastonadas.

Não querendo confusão, eu e os meus amigos seguimos pela 24 de Julho, no sentido do Cais do Sodré a caminho de casa.

Fomos surpreendidos por um grupo de polícias fardados a correr atrás de nós e, pela frente, homens não fardados mas armados ordenaram que nos deitássemos. Deitei-me de barriga para baixo e gritei “por favor não me faça mal” duas ou três vezes. A resposta do homem não fardado foi clara – uma bastonada na nádega direita e outra nas costas com marca bem visível.

Fui algemado enquanto me gritavam que não me mexesse. Entretanto trocaram as algemas por braçadeiras, bem mais desconfortáveis.
Fui revistado (não possuindo nada de ilegal ou ilícito). Um agente da PSP rebentou as abas da minha mochila para ma tirar das costas através das braçadeiras que me prendiam os braços.

Fui empurrado para uma carrinha da PSP com 6 lugares, onde me fizeram sentar na parte de cima da roda, nas traseiras. Fomos transportadas 9 pessoas na carrinha de 6 lugares.

Chegado ao Tribunal fui revistado mais duas vezes e, descalço, fui colocado numa cela com mais 4 pessoas, um deles com ferimentos na cabeça e costas, com sangue a cair na cela. Outro, um menor, de 15 anos, foi libertado com aflição pelos agentes ao aperceberem-se da detenção ilegal do menor.

Eu pedi várias vezes para fazer o telefonema a que tenho direito. Responderam-me que “aqui não há telefones”. Insisti com diferentes agentes que sempre me recusaram esse direito.

Nenhum dos agentes que me detiveram e revistaram estavam identificados, tendo retirado a placa com o seu nome. Nenhum dos agentes no tribunal estava identificado.

Horas depois fui chamado a uma sala onde fui coagido a assinar um Auto de Identificação com os meus dados mas em branco no “local, hora e motivo da detenção”. Questionei o agente que me disse ser um procedimento normal, que depois eles preencheriam o resto “para bater certo com os outros detidos”. Insisti não me sentir à vontade para assinar um papel que será preenchido depois. O Agente colocou, então, o local de detenção mas recusou-se a pôr a hora e motivo. Foi-me dado a entender que bastaria assinar para ser libertado. Coagido, assinei. Levaram-me para a rua, para a porta do tribunal, onde, já libertado, confirmei que não tinha direito ao telefonema.

A minha advogada foi impedida de entrar enquanto lá estive, foi impedida de ver os papéis que assinei. Chegado cá fora pedi aos agentes de serviço que me facultassem uma cópia do Auto que assinei, ou que o mostrassem à minha representante. Esse acesso foi negado com o argumento de
que “já não estava detido”.

Saí sem nenhuma acusação ou explicação para o sucedido.

Conclusão: Estou no Cais do Sodré a caminho de casa (ali perto) quando homens não fardados me agridem, me algemam e detêm durante horas, sendo libertado cerca das 00h em Monsanto, sem
forma de voltar a casa ou ao local de detenção. Não me foi feita acusação nem dada qualquer explicação. Foi-me recusado telefonar e também me foi recusado ver a minha advogada, como é direito de qualquer pessoa detida. O meu dia foi transtornado, fui agredido, e nenhuma explicação
me foi dada. Foi uma experiência miliciana.

Fábio Filipe Varela Salgado
BI 13018976 – DN 8/4/1986 Lisboa,

15 de Novembro de 2012

Eu não percebo

Neste momento, não há uma única pessoa a telefonar para o programa “Opinião Pública” que não valorize o comportamento da polícia e não condene os manifestantes que estão há algumas horas a atirar pedras da calçada a uns robocops que estão parados no meio das escadas.

Noutras ocasiões, já se tem visto confrontos entre polícia e manifestantes.

Pelo que tenho presenciado, invariavelmente, manifestantes procuram proteger outros manifestantes que estavam a ser levados pela polícia. Noutras ocasiões, os manifestantes são bloqueados de passar para determinado sítio do seu percurso, ou são impedidos de sair de determinado cerco e começa o estrilho. Muitas vezes, a polícia procura dispressar bloqueios ou piquetes de greve.

Nas ocasiões em que seguramente os confrontos com a polícia geraram uma onda de revolta contra a polícia e o Governo, foi quando a polícia carregou sobre manifestantes em protesto.

Mas aqui o que se vê são polícias parados e manifestantes a apedreja-los.

Provavelmente sou eu que não percebo nada disto, e com certeza que vai haver gente que me há-de explicar, mas eu não estou a perceber como é que esta táctica possa ajudar nalguma coisa.

Gostei bastante da prestação de Francisco Louçã no Fórum TSF, na semana passada. Identifiquei-me com o essencial do que disse: A crise, as verdadeiras origens da crise, a europa, o Governo de Esquerda…

Não gostei que ele dissesse que na Convenção deste fim-de-semana haverão 2 listas com visões “muito, muito diferentes”.

Na verdade, a principal diferença é precisamente este “muito, muito diferentes”. Esta assintosidade e desconfiança a tudo o que se demarque aqui ou ali das orientações da Direcção, prejudica muito o debate interno, o funcionamento democrático BE, a inteligência das próprias orientações e análises da Direcção e – se calhar o mais grave – a motivação dos activistas para o trabalho partidário.

E se este fechamento da Direcção acontece em relação a alguns militantes do próprio partido, tratados na TSF quase como adversários políticos, o que se pode esperar em relação às massas que nem do partido são?

Sabendo que a Direcção do Bloco almeja seguir os passos do Syriza na Grécia, numa altura que se fala tanto de Kornakkris, vale a pena perguntar, por exemplo, se um homem como Kornakkris poderia ter com o BE o mesmo tipo de relação que teve com o Syriza…

«Brincar nas férias sim, mas em casa»

Em Junho, o do número de atropelamentos aumentou 3 vezes em Lisboa e estão a preocupar a PSP.

Segundo a Porta-voz, Carla Duarte, as vítimas têm entre três e 13 anos e a única vítima mortal tinha 5 anos e foi atropelada às 15h45 na Vila Flamiano, no Beato.

O que decide fazer a PSP? Uma campanha junto dos automobilistas para terem mais atenção aos peões, nomeadamente quando circulam nas zonas residenciais? Questionar de 50 km/hora é uma velocidade razoável para zonas residenciais, quando é sabido que um atropelamento a 50 Km/hora causa a morte do peão na esmagadora maioria dos casos? Incrementar a fiscalização sobre excessos de velocidade dentro da cidade?

Nada disto. Lançou uma campanha dirigida às crianças com o slogan: «Brincar nas férias sim, mas longe das estradas!»

Em vez de procurar responsabilizar os automobilistas, apela-se à responsabilidade das crianças. Nomeadamente as que insistem em ir para a rua brincar em pelena Vila Flamiano, em vez de ficar em casa a ver TV ou a jogar Playstation.

Uma polícia idiota, para um país de idiotas que andam às voltas de pópó dentro da cidade, a acelerar e a buzinar, convencidos que não têm tempo a perder.

Uma cidade pensada para facilitar a vida a quem anda de carro

Que latosa

No seguimento do envio da “Carta Aberta – Na Grécia, o povo é quem mais ordena” ao BCE, recebeu-se a seguinte mensagem:

Thank you for your letter. The ECB is aware of the very difficult challenges Greece and her citizens are facing. Many Greeks now have to pay the price for a long period of misguided policies in the past, which led to severe fiscal and macroeconomic imbalances, which have culminated in a deep recession. The economic adjustment programme has been created to address these imbalances and to return the Greek economy to a path of sustainable growth and job creation. Unfortunately, this is a painful process and there are no solutions that provide what you call a “quick ending”.

Kind regards,

EUROPEAN CENTRAL BANK
Directorate Communications
Press and Information Division
Kaiserstraße 29
D-60311 Frankfurt am Main
Tel: +49 69 13 44 74 55
Fax: +49 69 13 44 74 04
E-mail: info@ecb.europa.eu

Este ano o mega-picnic do continente não deu um décimo do estrilho do ano passado.

Parece que o que incomodava verdadeiramente tanta gente que rasgou as vestes de indignação, não foi a publicidade comercial no centro da cidade, mas sim o corte de trânsito na Av. da Liberdade.

Recurso do processo dos detidos no despejo da es.col.a da Fontinha

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Durante o despejo do Espaço Colectivo Autogestionado (Es.Col.A) do Alto da Fontinha, no Porto, no passado dia 19 de Abril, dois dos detidos, António Pedro Sousa e Ricardo Ribeiro, foram acusados de crime de injúria e crime de resistência e coacção sobre funcionário. Em julgamento sumário, no dia 2 de Maio, foram ambos condenados a pena de prisão de três meses, substituída por multa mais pagamento da taxa de justiça, num total de €954 cada, segundo sentença lida a 10 de Maio.
Vimos por este meio enviar, em anexo, cópia do Recurso da sentença – que deu entrada no Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto, 3ª Secção, no passado dia 1 de Junho – de forma a que este seja divulgado e ponha a nu a farsa que foi este julgamento nitidamente político. Junta-se também em anexo cópia dos factos alegadamente provados em Tribunal, contestados no Recurso. Refira-se que o documento referente ao recurso é antecedido de um índice, com links e bookmarks para facilitar o manuseamento.
Denunciamos a violação do processo equitativo, violação do princípio da legalidade, ausência do respeito devido às instituições vigentes, plausibilidade da ausência de defesa efectiva, de onde ressalvamos:
O facto da Procuradora do Ministério Público (MP), que representa a fiscalização da Lei, ter nas suas alegações finais tecido considerações na primeira pessoa do singular sobre as convicções políticas dos arguidos, acusando-nos de “proselitismo na via da educação” e de um internacionalismo alarmante. Chegando ao cúmulo de ter dito que “se não queremos suportar situações que não nos agradam, vivemos isolados na Serra da Lousã”. E o facto da Procuradora do MP e do Juiz de Direito do Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto – 3ª Secção terem, com toda a evidência e à vontade, conduzido os testemunhos de acusação e ignorado os de defesa.
E fica a dúvida, uma vez que nada ficou provado, o que é que afinal sustenta a acusação?


Recurso do Processo de Despejo da Fontainha


Via oblogouavida

Copupay Frankfurt

É sagrado como o destino: à medida que os Estados recuam na provisão de bens públicos, reforçam as áreas da repressão e da punição. Só assim parecem poder funcionar os mercados eficazmente.
Em Frankfurt, capital financeira da Europa, onde está a sede do BCE, aproveitando o feriado de quinta-feira e a ponte de sexta (claro que fazem pontes!), estava marcado um grande evento de protesto, debate e convívio que começava na noite de dia 16, com uma rave e acabava com uma manifestação no sábado.

Todas as actividades foram proibidas praticamente na véspera, à excepção da manifestação de amanhã, e cerca de 5 mil polícias foram enviados para a Frankfurt com um equipamento digno da guerra das estrelas.
As únicas actividades que se mantiveram foram os debates e conferências que estavam programadas para “dentro de portas”, na universidade e na sede de um sindicato, mas tudo foi dificultado pela presença de milhares de polícias que bloquearam literalmente a cidade, controlaram todas as entradas e impediram centenas de activistas de entrar, nomeadamente conferencistas e tradutores.
Foram afinal os polícias que acabaram por fazer o seu Blockupay, não contra as políticas da Troika e pela solidariedade europeia, mas contra a democracia e a liberdade de expressão.

Marcha Global da Marijuana


Este Sábado, em dezenas de cidades em todo o mundo serão realizadas manifestações de apoio à legalização da Marijuana.
Em Lisboa, a concentração está marcada para as 3 horas no Jardim das Amoreiras ao pé do Largo do Rato. A Marcha seguirá depois para o Largo Camões.
Já agora à noite haverá a festa da cicloficina no RDA69. Uma boa oportunidade para convívio e copos (só) uma vez que a marijuana não é legal…

À segunda-feira há um jornal menos aborrecido

Reduzi a compra de jornais (e a consequente disponibilização destes aos clientes que bebem aqui um cafézinho) a apenas 1 por semana: O i à segunda-feira.
Todas as segundas Ricardo Noronha escreve uma pequena coluna de opinião que diz mais verdades numa dúzia de linhas do que o quiosque de jornais inteiro.
Hoje também vale a pena ler no mesmo jornal uma entrevista a Rob Riemen, autor do ensaio “O Eterno Retorno do Fascismo”

25 anos de Peste & Sida

Na sexta-feira passada os Peste & Sida comemoraram 25 anos com um concerto em Lisboa, em Alvalade, num sítio porreiro chamado República da Música.
O concerto foi bom, mas nada de especial. O destaque vai para a biografia da Banda e para o CD de tributo que era oferecido a todos os que compraram o bilhete de 15 euros.
O livro escrito por Augusto Figueira e Renato Conteiro está bastante bom. Não entra nas divagações e nas repetições que são tão comuns neste tipo de trabalho e está muito bem escrito.
O álbum de tributo é sobretudo mais um conjunto de covers do que de versões dos clássicos dos Peste, mas há muita coisa bastante boa e original como o Manuel João Vieira a cantar tipo faduncho o “Carraspana”.
O melhor, para mim, ainda é a versão dos Asfixia – banda que eu (ainda) não conheço – com o tema do “Alcides Pinto”… que também se destaca pela positiva porque logo depois, no CD, vem a versão que é de longe a mais farsola: Gilberts Feed Band estragaram impunemente o clássico “Gingão”.
Isto tudo para dizer ao pessoal do Porto/Norte que dia 21 podem gastar 15 euros bem gastos no Hard Club. O concerto, o livro e o CD valem bem a pena.