Que os jogos comecem

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Jumping Jack – Imagine Software – 1983
[E.M.]

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A beata velha

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Ontem, num jantar de 4: Um dos presentes é uma figura destacada da Igreja Católica, ligada à Universidade daquela igreja, homem culto, inteligente, bom copo e bom garfo.
Segundo este conviva, João César das Neves, vive uma contradição pessoal angustiante: Por um lado é um Economista Neol-iberal, defensor da privatização de tudo; da propriedade como o Direito Supremo; da concorrência e do mercado sem regras (“sem distorções”), onde os agentes se confrontar-se-ão e donde resultará a máxima eficiência na afectação dos recursos… Por outro lado, João César das Neves, é um fervoroso Católico, cuja Doutrina – segundo ele, e quem sou eu para desmentir? – é totalmente oposta a esta hierarquia de valores.
É daí – disse-nos o homem da Igreja – que aparece aquela necessidade (subconsciente?) de escrever todos aqueles disparates idiotas sobre “a nova inquisição anti-católica”, a “sublimidade da Castidade”, a “Nossa Senhora” e o “Menino Jesus”, como se fosse uma beata de província do Portugal dos anos 50.
É uma opinião…
[MV]

Porque é que não vão de Jetski ?

Ontem, 2ª feira, começou o inverno na grande lisboa. Multidões de lisboetas esmagados em pequenas estações de metro, com o Corto Maltese debaixo do braço, caras de sono, fim-de-semana curto para trás, mais uma insuportável semana pela frente. Depois a chuva, forte, ao fim da tarde.
No terreiro do paço, os habitantes do barreiro e da moita davam de caras com o anúncio eletrónico segundo o qual não circulavam barcos devido às condições metereológicas.
Mães que anunciavam ter os filhos sozinhos em casa, sem jantar, gente revoltada e tudo o que se possa imaginar. Os transportes alternativos apanhavam-se… no Cais do Sodré.
No telejornal, depois de nos informarem que ninguém da empresa que explora as linhas fluviais estava disponível para prestar declarações, pediram um comentário ao ministro dos transportes públicos, António Mexia.

Com a habitual bonomia de quem se está bem cagando para o sítio onde tem de justificar o ordenado chorudo que recebe todos os meses,- exibindo a indiferença natural de alguém que nunca andou de transportes públicos na vida – o ministro explica: “Sabe como é que isto é. Quando se pode andar anda-se, quando não se pode fica-se parado.” Nem mais.
E não teve tempo para dizer mais nada, porque os seguranças enfiaram-no logo naquele carro enorme, com vidros fumados e motor que rosna, pago, entre outros, pelos pobres coitados que ontem à noite chegaram a casa às 22H27, demasiado molhados e saturados para perguntar aos filhos o que querem ser quando forem grandes.

[Rick Dangerous]

Ai vais parar ao inferno, vais…

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O Professor da Universidade Católica, João César das Neves, é tão reaccionário que chega a ser cómico.
No seu artigo de opinião de hoje, no Diário do Governo, fala sobre o populismo e a demagogia do Primeiro-Ministro… espanhol.
Nem se percebe bem qual é o seu problema, porque ele nunca o diz claramente… Mas sempre vai dizendo que “o aborto, a eutanásia e o casamento entre homossexuais, são temas importantíssimos para a sociedade”, etc., etc.
E depois, claro, é a falta de honestidade intelectual e democrática, de quem diz que “ninguém percebeu como ganhou o Zapatero as eleições”, que é um governo demagógico e populista, que por detrás do sorriso de Zapatero, se esconde a “malícia” (!), de um homem que está a dividir a Espanha (“um grande país”), com a sua política populista e está a enterrar o PSOE (outrora, “grande partido da democracia Europeia”).
Pior ainda: numa penada propositadamente pouco directa, mas directa q.b., “lembra” como facto conhecido de todos, que a própria Guerra Civil Espanhola, foi iniciada por uma série de medidas “populistas” do Governo de então.
[MV]

Benfica / Porto

Temos os Dirigentes Desportivos ao nível das nossas restantes “elites”: Apelos mais ou menos encobertos à violência entre adeptos, insinuações e insultos dirigidos ao Dirigente adeversário, comportamento autoritário e arrogante… tudo isto regado com uma boa dose de moralismo reaccionário (“eu sou um Homem de Família”)… mete de facto nojo.
E terem posto a claque do FCP num pequeno espaço em que não cabia nem metade das pessoas? É o último nível! É tratarem as pessoas como gado. É imperdoável. É demasiada responsabilidade, atribuida a tão grandes e irresponsáveis cretinos.
[MV]